Enviado por Alexandre Leal Marques em 14/06/2007
Nos conhecemos desde 1986, aproximadamente. Famecos/PUC era o local. O Gilnei sempre foi um cara muito intenso. Com isso conseguia admiração e animosidade, porque dizia as coisas do modo que lhe aprouvesse com ou sem sutileza. Mas, caramba, o homem era orgulhosamente santanense e disso não tinha como ele negacear. Muitos não entendiam aquela alma castelhana porque alma castelhana não é fadada ao politicamente correto, tchê! Essa coisa de alisar muito… Não, não! O Gilnei pra mim representava exatamente isso, "alma castelhana". Gostava de um debate barbaridade! E não se curvava, à medida que a conversa esquentava o homem vinha com mais argumentos. Uma mesa de bar não se entediava quando nela estava o Udi (apelido dado pela Tais?). Udi Alen porque realmente tinha um diferencial; para muitos de intelectual, para outros de pura emoção. Ele, para mim, era um misto de grande capacidade intelectual, de empreendimento, mas o que me aproximava dele era o sentimento familial que possuía. Sim, o Gilnei tinha um senso e um gosto por família bastante arrojado. Não é pra menos. vindo de família numerosa e querida não poderia ser diferente. Tive o prazer de conhecer parte dos seus que aqui residem. Tive o prazer também de degustar, em plena Copa América, no Uruguai, quando o Brasil disputou a primeira fase em Rivera, Estádio Atílio Paiva, e lá estávamos nós na casa de seus pais (eu encostado, ele a trabalho pela aplub), a melhor ovelha de minha vida, assada por seu Geier, lá por Palomas… Frio intenso, Livramento, vinho tinto, hospitalidade, alfajores, saudades… Não sou espírita, não sou afeito ou não entendo de vida pós-morte, mas possuo sentimento suficiente para lembrar dessas coisas com muita emoção e carinho. Um beijo a todos que sentem o mesmo! |