Enviado por Giselda Quintana Marques em 14/06/2007
Em um dos nossos verões em Quatro Ilhas, JL tinha viajado todo equipado com bote, motor e equipamento de mergulho. Nosso carro viajou transbordando, que mal tinha espaço para nós três. Estávamos no final das férias, e ninguém se dispunha a o acompanhar nesta missão. Para não perder o parceiro, Gilnei que era da água e companheiro pra tudo menos para fazer compras, decidiu encarar. Resolveram mergulhar próximo às pedras. Para nadar mais rápido, usou os meus equipamentos, mas as nadadeiras eram número 36, e seus pés ficavam hiperapertados nelas. Depois de muito nadar e só encontrar lixo no mar, ele pensava: o que esse alemão desgraçado tá vendo que eu não vejo, só tem lixo e sedimento. Com os pés esmagados nas nadadeiras, ele observava que JL nadava como se tivesse em um aquário cheio de peixes. De repente ouviram um barulho na água... era um pescador, que das pedras jogara um anzol bem próximo deles. Gilnei bateu pernas desesperadamente até onde estava o JL e disse: Te larguei alemão! Ele sempre contava esta estória dizendo que JL levantou a cabeça com um saco de lixo grudado na careca. Essa lembrança era sempre motivo de risada na família. |