Enviado por Gislaine Quintana Marques em 14/06/2007
Nós éramos crianças muito criativas. Inventávamos vários brinquedos do nada. Tudo era diversão. O cobertor visto debaixo das cobertas contra a luz era o painel de uma nave espacial (no caso, a cama). No fundo da piscina de plástico (que para nós era uma piscina enorme numa mansão), tinha um túnel que nos levava a outro planeta (leia-se: o jardim da nossa casa em Livramento). Na casa do vizinho, tinha um piso térreo com escritório. Para a gente, era a tumba do faraó Tutankamon. Eu lembro de ficar embaixo da escrivaninha, tremendo de medo da voz do Gilnei ecoando no escuro como se fosse o fantasma do faraó.
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