Enviado por Maurício Renner em 14/06/2007
Logo na minha primeira semana de Baguete, o Gilnei colocou um furo na capa do portal. Lembro bem da cena dele correndo pela redação numa espécie de volta olímpica, festejando. "Eu dei um furo, eu dei um furo". Minha experiência profissional até então tinha sido em assessorias de órgãos públicos sonolentos ou em jornais pré-falimentares, lugares onde faltava empolgação. Me lembro de ter achado a postura do Gilnei meio fora de propósito. Naquela tarde ele me ensinou uma das muitas coisas que eu aprendi sobre a profissão com ele. Se o teu trabalho não te dá vontade de sair correndo em círculos como um abobado de vez em quando, então tu está fazendo algo errado. Um dos sonhos do Gilnei era ser professor de jornalismo online. Foi uma pena não ter acontecido, tenho certeza que ele se sairia bem. Então eu gosto de pensar que tive um mestre particular, meio estourado às vezes, mas muito bom. |