Enviado por Gláucia Civa em 14/06/2007
Confesso que convivi pouco com o Gilnei. De maio de 2005 a novembro de 2006, para ser específica. É um tempo curto, comparado a uma vida, mas sem dúvida nenhuma posso dizer que foi uma experiência enriquecedora. Sem puxa-saquismo de contratada: ele era uma escola ambulante, mesmo. De jornalismo, de perseverança, de estilo - alguém lembra do óculos Austin Powers? -, às vezes de bom humor, às vezes de mau, mas sempre de inteligência e sagacidade. A primeira lembrança que tenho desta figura data da minha entrevista de seleção para o Baguete. Maio de 2005, como já mencionei, chego à sede da Tobias da Silva (saudosa...) com um currículo na mão e a vontade de voltar a trabalhar em jornalismo online, depois de anos de assessoria de imprensa. Me recebe aquele senhor sisudo, seríssimo, de voz rouca e olhar quase sarcástico. Ao lado, o Maurício, com aquele ar de "ele é que é o cara". Bom, os dois me puseram em uma saleta e questionaram todas as linhas do meu currículo, perguntando detalhes, datas, números, cores, formas, valores. Graças a Deus quase tudo - exceto o domínio dos idiomas Grego e Javanês - era verdade! Pelo jeito, agradei: uma semana depois estava contratada, e o resto da história vocês devem ter acompanhado nestes dois anos de redação. Não vou esquecer daquele dia, especialmente porque, durante a entrevista, todas as perguntas dele eram seguidas de alguma afirmação que me fazia acreditar que eu seria a nova repórter do site. E, depois que fui mesmo, a constatação de que ele realmente tinha esperanças em mim (espero eu que atendidas!): "Tu te enquadrou direitinho. Finalmente conseguimos formar uma equipe coesa!", comemorou ele, certo dia, uns dois meses após minha admissão. Hoje, a saudade. Mas, mais do que isso, o exemplo: o Gilnei não é só alguém para lembrar, mas uma personalidade forte e um caráter atuante em quem se inspirar. Espero que, como eu, muita gente perceba isso. Melhor pra comunicação, melhor pra TI, melhor pro mundo. |