Enviado por Gislaine Quintana Marques em 20/07/2007
Nosso pai tinha o hábito de comprar bombinhas pro Gilnei brincar – não me perguntem como é que minha mãe deixava ele fazer isso! Enfim, era um tipo de bombinha bem pequena, como se fosse uma bala de coco embrulhada num papel de armazém prendendo um palito de fósforo junto. Para acender, era só riscar o fósforo e jogar longe. Foram a mesmas que explodiram o Falcon, que contei noutra história aqui. Pois teve uma noite que essas bombinhas foram inesquecíveis pro Gilnei. Ele havia ganhado um pacote de bombas e estava com todas elas na sala de casa, sozinho. Não sei bem o que ele fez, mas, de repente, ouvimos vários estouros quase que simultâneos e corremos para ver o que tinha acontecido. Estava uma fumaceira e no meio disso só vi a cara dele, com os olhos parados do susto. Acho que ele riscou algum fósforo perto do pacote das bombinhas e todas explodiram ao mesmo tempo. Quem não gostou nada foi minha mãe, que acabou com um furo na cortina. Foi um baita susto, mas foi muito engraçado. A gente riu muito. |