Enviado por Ângelo Osorio Jiménez em 03/08/2007
Fomos unha e carne toda a infância. Como esquecer as tardes brincando em sua casa, o café da tarde, coisa que eu tanto apreciava? Fazer rádio galena, aquele, com um carretel de fio, brincar com os "Falcon" (quem ainda lembra? É verdade, era um boneco, mas coisa de macho, não era para gurias). Ou as aulas no "Professor Chaves"? Afinal, foram 8 anos! E depois a pré-adolescência, os primeiros amores, as confidências, ouvir música. Até hoje quando ouço Coração de Estudante, do Milton Nascimento, a primeira associação é ao Gilnei, que demonstrava sua sensibilidade, sem se importar com fazer cara de macho, afinal, na adolescência não se pode ser sensível... Tenho tantas e tão boas recordações de nossa infância que teria que fazer uma página só para elas. Posso dizer que tivemos uma amizade rica e longa, e que terminamos nos afastando quando vim estudar aos 15 anos em Porto Alegre. Eventualmente nos encontrávamos, mas a vida, essa malvada, fez o jeito de nos separar. Fica a lição, mais vale ter um tempo para conversar com um amigo, para reatar uma amizade do que a correria do dia-a-dia. Mas agora é tarde, senti a dor dessa certeza quando vi a notícia de seu passamento. Fica aqui esse pequeno gesto de amizade, carinho e de até logo, quando tenho certeza que nos encontraremos. |