Enviado por Geyer Alvares Marques em 21/08/2007
Pelos idos de 85, tínhamos um carro Opala para uso da família. Numas férias da faculdade, o Gilnei, como costumava, foi para Livramento e lá, todas as noites, pedia o carro do pai e saía para passear. Em determinada noitada, ele chegou, guardou o carro na garagem como de costume e foi dormir. Quando, no outro dia, precisei usar o Opala, encontrei-o batido, com o pára-lama do lado esquerdo todo amassado, o pára-choque quebrado, com manchas de tinta azul na lataria. Ao chegar para o almoço, quis saber o que havia ocorrido. O Gilnei falou que havia batido num poste. Pedi que ele não mentisse, que dissesse o que havia ocorrido, pois não existe poste azul na cidade. Ele insistiu na batida no poste. Fui levar o carro na concessionária para conserto e lá encontrei outro carro da cor azul com uma batida no lado oposto e me informei com o chefe de oficina de quem era o carro. Fui informado de que aquele veículo tinha sido batido na via pública sem que o proprietário soubesse quem o tinha feito. Acontece que o dono era o médico de meus quatro filhos, inclusive do próprio Gilnei. Fui procurá-lo, falei do ocorrido e depois cobrei do Gilnei a verdade. Só então disse que estava ensinando o Divino a dirigir e ele bateu. Assim que o Divino soube da descoberta, se apresentou para pagar as despesas do conserto, o que fez diretamente na oficina. |