Enviado por Geyer Marques em 12/11/2007
Há um ano o Gilnei transformou sua presença física em ausência. Mas ele não morreu na lembrança dos amigos que soube cultivar e cativar, nem na mente e nos corações dos familiares.
A cada dia seus gestos, sua maneira de ser alegre, brincalhão, brigão, intempestivo, recobram vida como se aqui estivesse. Foi palhaço para as sobrinhas, amoroso para Thais, zeloso pelos pais, incentivador para muitos, amigo dos amigos.
Semeou e deixou cultivadas sementes de amor e amizades que são revividas por quem o conheceu, em casa, no trabalho, na mesa dos restaurantes, no futebol entre amigos brilhou seu lado família de congregar.
A sua tenacidade para desenvolver seus projetos plasmou-se no Baguete Diário a quem deu vida e através do qual engajou-se no desenvolvimento da tecnologia da informação no sul do Brasil.
Reconhecido em vida, continua sendo premiado na ausência. As homenagens post-mordem nos tocam sobre maneira e nos envaidecem. A tua falta Gilnei é muito dolorida, difícil de assimilar, veio muito cedo, em pleno vigor de tua luta.
Rezamos sempre para que a paz do senhor esteja contigo. Fazemos nosso o poema de Carlos Drummond de Andrade.
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim. |